CRISES AFETIVAS




Por Leônidas Almeida
Recordando o que ocorreu este ano no Japão, podemos verificar que existem tragédias anunciadas. Os sinais de alerta, mediante a colocação de bóias ao longo da costa marítima, podem indicar apenas uma ressaca ou que um Tsunami esta se aproximando, embora este fugiu do controle humano, causando um desastre sem precedentes naquele país tão desenvolvido e preparado para este tipo de acidentes naturais, imagine isto ocorrer aqui no Brasil, que explode por si mesmo pelas ruas do Rio, sem falar nas enchentes e desabamentos que em breve ocorrerão.
Do mesmo modo algumas tragédias em nossas vidas ocorrem de forma inesperada: A morte de uma pessoa muito querida, de um membro da família, amigo (a) íntimo, estas independem da nossa capacidade de reação. Outras antes de ocorrer, trazem consigo sinais de advertência que algo pode estar ocorrendo conosco ou com as pessoas que convivemos. Neste caso podemos reagir em tempo e mudar o rumo dos acontecimentos.
Enquanto visualizava este blog, um inesperado ocorreu. Uma das minhas filhas ao sentar ao lado da outra mais nova, esta desequilibrou-se e veio a cair no chão. Ufa, perdi o chão, após uma olhada na criança vi que estava tudo bem, porém um turbilhão de pensamentos vieram em minha cabeça, descontrole emocional e medo, mas a medida que o tempo foi passando fui aos poucos retomando o equilíbrio, cheguei até fazer uma ligação para minha mãe, mãe é mãe, principalmente nestas horas de desespero um conselho materno traz alento.
É o caso, por exemplo, de um sinal ou sintoma em nosso corpo: taquicardias, um pequeno caroço, um cansaço contínuo, uma tristeza sem endereço. Quando estes sinais ocorrem devemos imediatamente procurar um médico para fazer exames. O importante é que devemos procurar ajuda.
As crises conjugais, e não somente estas, pois alguns estão namorando sério e outros noivos, também devem ser tratadas de forma semelhante. Em geral as crises são cíclicas, devido a nossa tendência a acomodação em pensar que tudo se resolve por si mesmo e na hora “H” daremos nosso jeitinho Brasileiro. É ai que nos enganamos ou nos deixamos ser enganados, a máxima do Zeca Pagodinho “deixa vida me levar, vida leva eu” pode significar o fim de um relacionamento que começou com muito amor, esperança, conquistas a dois e comprometer o futuro dos filhos e filhas frutos deste relacionamento.
Se o teu casamento esta passando por uma crise, em primeiro lugar, veja isto com naturalidade, sem decisões precipitadas, entenda que isto ocorre com a grande maioria dos casais. Em segundo lugar, entenda que  este pode ser um momento de enriquecimento mútuo de novas descobertas de si mesmo e do outro. Fui procurado por uma pessoa que desabafou dizendo: "Estou no terceiro casamento e enfrento os mesmos problemas do primeiro, se soubesse tinha permanecido no primeiro, só mudei de endereço".
         Procure ajuda profissional (Psicólogos e àreas afins), isto pode incentivar a reabertura de um diálogo produtivo, a propósito em breve estarei blogando o que entendo a respeito deste “diálogo produtivo”. Caso isto não seja possível, abra-se para um amigo (a) que você tenha como referencial de vida, devido seu testemunho pessoal. (Neste ponto consulte o blog Artesanato com amor: http://amornoarteasanato.blogspot.com/)
         É fundamental procurar também ajuda pastoral com alguem que tenha condições para este tipo de aconselhamento, isto envolve formação (preparação intelectual com formação teológica - Bacharelado em teologia) e experiência (sabedoria de vida), friso isto pelo seguinte motivo: Você iria se consultar com um médico sabendo que este não teria feito um curso para exercer esta profissão? Acredito que não, tome cuidado para não compartilhar suas intimidades com pessoas sem qualificação para isto, o teólogo é também um especialista da alma humana, lembro que infelizmente nem todo Pastor tem formação teologica, procure se informar melhor, no entanto isto não ocorre com Padres, mas este não tem a experiência da vida conjugal em função do celibato, que a meu ver fica distanciado do mundo real, principalmente em questões de intimidade e sexualidade conjugal.
           O aconselhamento pastoral lhe dará condições de avaliar a crise a partir de outra perspectiva, de outro olhar e buscar neste processo entender o problema não somente da nossa ótica pessoal. Segundo Jean Stpleton “O casamento não é uma instituição moribunda. Ele está é mudando – Intimidade somente cresce quando o compromisso é incondicional e a longo prazo (...) e intimidade somente é possível quando duas pessoas estão em pé de igualdade. Nesta mesma direção o Pr e teólogo J Kemp enfatiza "Se os conflitos forem aproveitados corretamente, poderão colaborar para o aprofundamento do compromisso mútuo. Quando ocorrem não podem provocar dúvidas, mas sim desafio” 
          Finalmente, o mais importante, quero te encorajar a se apegar a fonte do amor, porque Deus é amor. Isto para alguns pode até soar como uma fuga infantil. Contudo só é possível na medida da experiência pessoal, seja pela oração, pela meditação, pelo jejum, pela leitura do evangelho, pela presença numa comunidade de fé, o que importa é que você ouviu o sinal de alerta e está se achegando a Deus, e certamente ele te dará socorro em momento oportuno. Aqui cabe descrever as palavras de Jesus no evangelho de João: “O ladrão vem somente a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” Jo 10:10.
        

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