O que há nesse nome?

Por Joel Boa Sorte




Quando você está confuso quanto ao futuro, vá para o seu Jeová-Raah, seu afetuoso pastor. Quando estiver ansioso por provisões, fale com Jeová-Jiré, o Senhor que provê. Seus desafios são grandes demais? Busque ajuda com Jeová-Shalom, o Senhor é a paz. Seu corpo está doente? Suas emoções enfermaram? Jeová-Rafá, o Senhor que te cura, o examinará. Você teme, como um soldado, ficar abandonado atrás das fileiras inimigas? Busque refúgio em Jeová-Nissi, o Senhor é minha bandeira.
Deus era conhecido como Elohim. “No princípio criou Deus” (Gn 1.1). Só no primeiro capítulo de Gênesis aparece mais de trinta vezes, onde vemos claramente seu poder criativo.
Entretanto, à medida que Deus se revelava a seus filhos, estes passaram a ver nEle mais que uma força poderosa e criadora. Viram-no como o Pai amoroso.
Jacó, por exemplo, passou a ver Deus como Jeová-Raah, um afetuoso pastor. “Como um pastor Deus tem guiado toda a minha vida”. A frase foi, certamente, um elogio para Deus, pois Jacó era uma ovelha que na maioria das vezes não cooperava. Duas vezes enganou o próprio irmão, ludibriou o pai que estava cego. Jacó nunca foi um candidato ao prêmio de ovelha comportada, porém Deus nunca o esqueceu. Deu-lhe alimento na escassez, perdoou-lhe as faltas, e foi-lhe fiel. Peça Jacó para descrever Deus em uma palavra, e ela será Jeová-Raah, o afetuoso pastor. (Gn 48.15).
Abraão tinha um nome diferente para Deus: Jeová-Jiré, o Senhor que provê. A vida era boa em Ur. “Mas a vida será melhor em Canaã”, explicou ele à sua família. E assim, eles se foram. Quando lhe perguntaram “Onde iremos viver?” Abraão respondeu: “Deus proverá”. Quando eles dividiram as terras, e o sobrinho Ló ficou com as pastagens, deixando o tio Abraão com as rochas, quiseram saber: “Como sobreviveremos?” Abrão sabia a resposta: “Deus proverá”. E quando Abraão e Sara estavam diante do berço vazio, e ela inquiriu como seria o pai de milhares, ele pôs os braços a volta dela e cochilou: “O Senhor proverá”.
E depois veio Gideão. O Senhor veio a Gideão e disse-lhe para liderar seu povo na vitória contra os midianitas. Gideão inicialmente resistiu e teve medo. Então Deus nos lembra que Ele sabe que não podemos, porém Ele pode. E para prová-lo, dá-nos um dom maravilhoso. Envia-nos o espírito de paz. Paz diante da tempestade. E deu-a a Gideão. Então Gideão, em troca, deu um nome para Deus. Ele construiu um altar e chamou-o de Jeová-Shalom, o Senhor é paz (Jz 6.24).
E agora eis o cenário: mais de um milhão de israelitas tinham sido libertos do cativeiro, e seguiam Moisés pelo deserto. Logo tornou-se uma frustração a caminhada por causa da desidratação. Eles andaram três dias através de uma terra vazia de sombras, rios, casas e verduras. Seus únicos vizinhos eram o sol e as serpentes. Deram num lago, mas as águas eram amargas. A maré de problemas era visível por todos os lados. Moisés reage arremessando o galho no lago. Talvez tenha feito por irritação ou por inspiração. Seja qual for o motivo, a água é purificada, a sede dos israelitas é aliviada e a pessoa de Deus é glorificada. Neste caso, o próprio Deus revelou seu nome: “Eu sou o Senhor que te Sara” (Êxodo 15.26). Deus é o que cura. Ele pode usar um ramo da medicina ou um ramo de carvalho, porém é Ele quem tira a doença. Ele é Jeová-Rafá.
Ele também é Jeová-Nissi, o Senhor é minha bandeira. Quando os amalequitas atacaram o povo de Israel, Moisés subiu ao monte e orou. Enquanto suas mãos permaneciam levantadas, os israelitas prevaleciam. Porém, quando suas mãos baixavam, os amalequitas ganhavam terreno. Moisés não era estúpido, manteve as mãos levantadas. Os israelitas venceram, os amalequitas correram, Moisés construiu um altar para Deus e deu-Lhe um novo nome sobre uma pedra: Jeová-Nissi, o Senhor é minha bandeira (Êxodo 17. 8-16).
Fonte: A Grande Casa de Deus, de Max Lucado.


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