O cristão e a política como desafio ético para nossa geração

Por Teol. Leo Almeida

                

Quando o apóstolo Paulo viu seus direitos como cidadão, ter sido violados pelos seus inimigos, querendo executá-lo num tribunal de exceção, não titubeou e fez sua representação política no sentido de que sua causa deveria ser apelada a César: "ninguém tem o direito de me entregar a eles. Apelo para César!" (At 25.11b). 

        Infelizmente a medida que Cristãos sérios se afastam da política por acreditarem erroneamente que isto seria o mais espiritual e correto ao entenderem que o Reino de Deus não tem nenhum tipo de implicação com o reino deste mundo. Enquanto outros entendem que o espaço político é corrupto ao extremo e que poderia ser uma fonte de contaminação pessoal para todo aquele que deseja militar neste terreno minado e finalmente aqueles "aproveitadores" ao visualizar a oportunidade e a conveniência vê uma ótima chance para se dar bem. Assim o Estado de Injustiça e engano opera livremente em meio as trevas. Note que o apelo de Paulo a César não foi por medo, mas ele tinha consciência da Soberania de Deus e do seu propósito no mundo dos homens e nas escolhas políticas dadas pelas Autoridades de sua Época. 

        Esta decisão firme e consciente de Paulo de ter apelado sua causa à César, naqueles tempos o imperador acumulava para si mesmo o poder político juntamente com o poder judiciário. Então aquilo que para alguns poderia ter sido fraqueza ou falta de fé de Paulo, sua acertada decisão foi posteriormente confirmada quando um anjo de Deus lhe aparece e lhe diz: "Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César" (At 27.24).



        Então nos dias atuais quais as situações que na condição de seguidores de Cristo temos nos omitido e de que forma isto pode resultar em prejuízo na vida em sociedade? Quais os princípios norteados pelas Escrituras para militância cristã na Política? Qual deve ser o perfil do político cristão diante das diversas demandas da sociedade? O que significa de fato o limite ético proposto por Jesus quando responde aos seus interlocutores: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Lc 10.25). 

        Portanto é a partir desta sucinta apresentação introdutória. 





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